The Art of Listening: Why Hearing Aids May Not Work for Everyone

A Arte de Ouvir: Porque é que os Aparelhos Auditivos Podem Não Funcionar para Todos

Os aparelhos auditivos são tecnologias revolucionárias desenvolvidas para facilitar a vida das pessoas com perda auditiva. Por outro lado, nem todos obtêm os resultados desejados ao utilizá-los. Os fatores que contribuem para tal são muitos e multifacetados, variando desde o tipo e grau de perda auditiva até às expectativas individuais e à tecnologia incorporada no aparelho. Este artigo irá esclarecer porque é que os aparelhos auditivos podem não funcionar para todos, ajudando os leitores a compreender as complexidades envolvidas para que possam tomar decisões informadas sobre a sua saúde auditiva.

Adquirir conhecimento sobre a perda auditiva
A perda auditiva não é uma doença uniforme que afeta todos da mesma forma. Existe uma grande variação em termos de tipo, grau e até mesmo nas frequências afetadas. A perda auditiva pode manifestar-se de diversas formas, sendo as mais frequentes a neurossensorial, a condutiva e a mista.

Perda de sensibilidade no ouvido interno
A lesão das células ciliadas da cóclea ou do nervo auditivo é a causa mais frequente de perda de audição. Esta forma de perda auditiva afeta a maioria das pessoas. Os aparelhos auditivos podem ser úteis, aumentando o volume dos sons, mas não curam a perda auditiva nem restauram a audição normal.

Perda auditiva provocada por condução
Esta forma de perda auditiva é provocada por uma disfunção no ouvido externo ou médio, que impede a passagem do som para o ouvido interno. Geralmente, é possível corrigi-la com tratamento clínico ou cirúrgico, no entanto o método utilizado dependerá da causa subjacente. Os aparelhos auditivos costumam oferecer benefícios consideráveis ​​em situações em que a audição natural não é suficiente.

Perda de audição em ambos os ouvidos
Este tipo de perda auditiva refere-se a uma combinação de perda auditiva neurossensorial e condutiva, como o próprio nome sugere. Em situações como esta, o sucesso dos aparelhos auditivos depende das particularidades da condição de cada indivíduo.

Comparação e contraste entre a expectativa e a realidade.
O domínio das expectativas contribui também para a possibilidade de os aparelhos auditivos não funcionarem para todos os que os tentam utilizar. Os aparelhos auditivos não têm como objetivo tornar a audição de uma pessoa tão boa como era antes de os utilizar; no entanto, esta é uma expectativa comum entre os seus utilizadores.

Os aparelhos auditivos são concebidos para aumentar a capacidade de uma pessoa ouvir e interpretar a fala, amplificando os sons, principalmente nas frequências em que o indivíduo tem dificuldade em ouvir. No entanto, não conseguem reparar as células ciliadas do ouvido interno que foram danificadas. É essencial ter expectativas realistas para obter satisfação com o uso de aparelhos auditivos.

A importância de adequar e organizar os programas corretamente.
Os aparelhos auditivos só funcionam com todo o seu potencial se forem ajustados e programados corretamente. Se o ajuste não for feito corretamente, os aparelhos auditivos podem ser desconfortáveis ​​e não fornecer o nível de amplificação desejado. Ajustar um aparelho auditivo para atender às necessidades da perda auditiva e ao estilo de vida de cada pessoa é uma das principais responsabilidades de um terapeuta da fala.

O Aspecto Tecnológico de Tudo Isto
Apesar dos enormes avanços tecnológicos alcançados nos aparelhos auditivos ao longo dos anos, não há garantia de que funcionem corretamente em todas as circunstâncias. Por exemplo, os aparelhos auditivos têm por vezes dificuldade em filtrar o ruído de fundo, dificultando a compreensão da fala em locais com muito ruído ambiente.

Além disso, alguns pacientes com perda auditiva severa a profunda podem descobrir que a amplificação proporcionada pelos aparelhos auditivos convencionais é insuficiente para as suas necessidades. Os aparelhos auditivos que transmitem o som por condução óssea ou os implantes cocleares são duas opções potenciais para estes doentes.

Processo de aclimatação
A aclimatação, que é outro nome para o processo de adaptação aos aparelhos auditivos, pode também influenciar a perceção da sua eficácia. Quando subitamente passa a ser capaz de ouvir sons que antes não conseguia, isso pode ser muito impactante. Pode levar algum tempo para que o cérebro se ajuste e volte a compreender estes sons e, durante este período, o aparelho auditivo pode não parecer estar a funcionar tão bem como o normal.

Em conclusão: um método individualizado
A questão, portanto, é: porque é que os aparelhos auditivos não funcionam para todos? As causas são tão variadas como as pessoas que os utilizam, começando pelo tipo de perda auditiva que têm e pelas expectativas que têm em relação ao aparelho, passando pelo processo de adaptação e configuração, bem como pelas limitações da tecnologia e pela fase de adaptação.

Por outro lado, isto não significa que quem tem dificuldade em ouvir não tenha opções. Realça a necessidade de uma abordagem personalizada para o tratamento da perda auditiva, que tenha em conta os elementos específicos da condição, estilo de vida e preferências de cada indivíduo. As pessoas com perda auditiva têm a possibilidade de, com a ajuda de terapeutas da fala e outros especialistas em saúde auditiva, explorar uma variedade de aparelhos auditivos, dispositivos auxiliares de audição e até técnicas terapêuticas para encontrar aquela que melhor se adequa às suas necessidades específicas.

Lembre-se que o caminho para uma melhor audição pode exigir tempo e paciência, mas os resultados — melhor comunicação, maior segurança, melhor saúde mental e maior qualidade de vida — compensam o investimento de ambos.

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