Numa altura em que as doenças relacionadas com a idade, como a demência, se tornam mais comuns, os profissionais de saúde e os investigadores procuram sempre novas formas de travar, atrasar ou mesmo inverter a sua progressão. Uma área de estudo interessante investiga se os aparelhos auditivos poderiam auxiliar no controlo da demência, caso exista uma ligação entre a perda auditiva e a demência.
Antes de mais, sejamos claros numa coisa: os aparelhos auditivos não curam a demência. Mas a relação entre a perda de audição e a perda de memória mostra que os aparelhos auditivos podem ser fundamentais para reduzir o risco de perda de memória e demência.
A perda auditiva e a demência estão relacionadas de diversas formas.
Diversos estudos demonstraram que, se a perda auditiva não for tratada, a probabilidade de declínio cognitivo e demência aumenta. Um estudo publicado no Archives of Neurology descobriu que as pessoas com perda auditiva ligeira tinham o dobro da probabilidade de desenvolver demência, e este risco aumentava à medida que a perda auditiva se agravava.
Diversos fatores podem ser apontados como responsáveis por esta relação. Uma das hipóteses é que a perda auditiva não tratada pode provocar a redução do cérebro, especialmente nas áreas responsáveis pelo processamento dos sons e pela compreensão da fala. Com a diminuição destas áreas, a carga cognitiva aumenta, o que acelera a perda cognitiva.
A ideia de sobrecarga cerebral é central a outra teoria. Quando a perda auditiva não é tratada, o cérebro tem de trabalhar arduamente para compensar a falta de informação sensorial. Isto deixa menos capacidade cerebral para outras tarefas, como memorizar e pensar.
Por fim, a perda auditiva não tratada pode causar isolamento social, o que comprovadamente aumenta o risco de declínio cognitivo e demência. Isto porque os problemas de audição podem dificultar a comunicação, levando as pessoas a evitar o contacto social.
O que fazem os aparelhos auditivos
Os aparelhos auditivos, utilizados para auxiliar pessoas com perda auditiva, têm sido considerados uma possível forma de ajudar pessoas com demência. O principal objetivo dos aparelhos auditivos é ajudar as pessoas a ouvir melhor, o que torna o cérebro menos ocupado e menos stressado.
Os aparelhos auditivos também ajudam as pessoas a comunicar melhor, facilitando a interação social. Isto pode ajudar as pessoas com perda auditiva a evitar o isolamento social que frequentemente a acompanha.
Mas é importante lembrar que os aparelhos auditivos não conseguem corrigir uma condição que já começou a piorar. Podem ajudar a aliviar o stress da perda auditiva e podem reduzir alguns dos riscos de declínio cognitivo e demência.
Passos para um futuro mais saudável para o cérebro
Embora os aparelhos auditivos não curem a demência, são uma parte muito importante da manutenção da saúde mental. Eis algumas estratégias essenciais:
Diagnóstico precoce: Se a perda auditiva for detetada precocemente, pode ser tratada imediatamente. Isto reduz o stress no cérebro que pode levar à demência a longo prazo.
2.º Utilize os aparelhos auditivos regularmente. Se recebeu aparelhos auditivos, usá-los regularmente pode melhorar a sua audição, reduzir o esforço mental necessário e torná-lo mais sociável.
3.º Manter o contacto com as pessoas: Manter o contacto com as pessoas pode ajudar a exercitar o cérebro, o que pode atrasar a perda de capacidades mentais. Os aparelhos auditivos podem ajudá-lo a manter o contacto com as pessoas, facilitando a comunicação.
4.º Faça exames regulares. As consultas regulares de saúde auditiva e mental podem ajudar a detetar problemas precocemente e a garantir que as medidas corretas são tomadas imediatamente.
Concluindo
Em conclusão, os aparelhos auditivos não conseguem impedir o desenvolvimento da demência, mas podem reduzir alguns dos riscos que levam à perda cognitiva e à demência. Ajudam a diminuir o esforço mental associado à perda auditiva não tratada e a incentivar as pessoas a sair de casa e a mexer-se.
Quando as pessoas compreendem a ligação entre a perda auditiva e a demência, podem tomar decisões mais acertadas sobre a sua saúde auditiva e mental. Afinal, o objetivo das tecnologias médicas como os aparelhos auditivos é melhorar as nossas vidas, por isso é importante saber o que podem fazer por nós para que possamos tirar o máximo partido delas.
Antes de mais, sejamos claros numa coisa: os aparelhos auditivos não curam a demência. Mas a relação entre a perda de audição e a perda de memória mostra que os aparelhos auditivos podem ser fundamentais para reduzir o risco de perda de memória e demência.
A perda auditiva e a demência estão relacionadas de diversas formas.
Diversos estudos demonstraram que, se a perda auditiva não for tratada, a probabilidade de declínio cognitivo e demência aumenta. Um estudo publicado no Archives of Neurology descobriu que as pessoas com perda auditiva ligeira tinham o dobro da probabilidade de desenvolver demência, e este risco aumentava à medida que a perda auditiva se agravava.
Diversos fatores podem ser apontados como responsáveis por esta relação. Uma das hipóteses é que a perda auditiva não tratada pode provocar a redução do cérebro, especialmente nas áreas responsáveis pelo processamento dos sons e pela compreensão da fala. Com a diminuição destas áreas, a carga cognitiva aumenta, o que acelera a perda cognitiva.
A ideia de sobrecarga cerebral é central a outra teoria. Quando a perda auditiva não é tratada, o cérebro tem de trabalhar arduamente para compensar a falta de informação sensorial. Isto deixa menos capacidade cerebral para outras tarefas, como memorizar e pensar.
Por fim, a perda auditiva não tratada pode causar isolamento social, o que comprovadamente aumenta o risco de declínio cognitivo e demência. Isto porque os problemas de audição podem dificultar a comunicação, levando as pessoas a evitar o contacto social.
O que fazem os aparelhos auditivos
Os aparelhos auditivos, utilizados para auxiliar pessoas com perda auditiva, têm sido considerados uma possível forma de ajudar pessoas com demência. O principal objetivo dos aparelhos auditivos é ajudar as pessoas a ouvir melhor, o que torna o cérebro menos ocupado e menos stressado.
Os aparelhos auditivos também ajudam as pessoas a comunicar melhor, facilitando a interação social. Isto pode ajudar as pessoas com perda auditiva a evitar o isolamento social que frequentemente a acompanha.
Mas é importante lembrar que os aparelhos auditivos não conseguem corrigir uma condição que já começou a piorar. Podem ajudar a aliviar o stress da perda auditiva e podem reduzir alguns dos riscos de declínio cognitivo e demência.
Passos para um futuro mais saudável para o cérebro
Embora os aparelhos auditivos não curem a demência, são uma parte muito importante da manutenção da saúde mental. Eis algumas estratégias essenciais:
Diagnóstico precoce: Se a perda auditiva for detetada precocemente, pode ser tratada imediatamente. Isto reduz o stress no cérebro que pode levar à demência a longo prazo.
2.º Utilize os aparelhos auditivos regularmente. Se recebeu aparelhos auditivos, usá-los regularmente pode melhorar a sua audição, reduzir o esforço mental necessário e torná-lo mais sociável.
3.º Manter o contacto com as pessoas: Manter o contacto com as pessoas pode ajudar a exercitar o cérebro, o que pode atrasar a perda de capacidades mentais. Os aparelhos auditivos podem ajudá-lo a manter o contacto com as pessoas, facilitando a comunicação.
4.º Faça exames regulares. As consultas regulares de saúde auditiva e mental podem ajudar a detetar problemas precocemente e a garantir que as medidas corretas são tomadas imediatamente.
Concluindo
Em conclusão, os aparelhos auditivos não conseguem impedir o desenvolvimento da demência, mas podem reduzir alguns dos riscos que levam à perda cognitiva e à demência. Ajudam a diminuir o esforço mental associado à perda auditiva não tratada e a incentivar as pessoas a sair de casa e a mexer-se.
Quando as pessoas compreendem a ligação entre a perda auditiva e a demência, podem tomar decisões mais acertadas sobre a sua saúde auditiva e mental. Afinal, o objetivo das tecnologias médicas como os aparelhos auditivos é melhorar as nossas vidas, por isso é importante saber o que podem fazer por nós para que possamos tirar o máximo partido delas.

